Este foi o único jornalista que esteve com o DAESH e sobreviveu para contar a história

Tem 74 anos, é jornalista alemão e, em 2014, tornou-se o primeiro ocidental autorizado a visitar o Daesh, daqui resultando o livro "A minha viagem ao coração do terror: 10 dias no Daesh." Jürgen Todenhöfer viajou até Mossul, a maior cidade iraquiana ocupada pelos extremistas, depois de ter encetado negociações que se prolongaram durante meses com a liderança dos jihadistas.

Foto:Aljazeera.com
A experiência permitiu-lhe compreender melhor não só como funcionava o grupo no quotidiano, mas também aperceber-se das suas condições genéricas de vida, de que equipamentos dispunham, como era o dispositivo bélico, que tipo de armamento estava em causa e como estavam a ser reforçados com inúmeros activistas num intenso regime diário. 

Após as conversas e uma reportagem também com registo em vídeo, Todenhöfer regressou, alertando as autoridades para o facto de o Daesh ser subestimado no mundo ocidental.

O jornalista germânico entendeu perfeitamente que os perigos assumiam maior dimensão do que se pensava em termos gerais, os jihadistas agiam de forma consciente e com astúcia, preparando-se de forma convicta para operações que deveriam resultar na "maior limpeza religiosa da História". O grito genérico era: "Morte a quem não esteja convertido ao Islão!"

Muitos meses depois dessa visita, o Daesh tem representado perigo constante, controla parcelas importantes de território em países como Síria e Iraque e, embora tenha recuado na sequência de ataques de forças internacionais como os de norte-americanos e russos, vai disseminando acções mortíferas por diversas parcelas do globo.

Os jihadistas do Daesh reivindicaram, por exemplo, atentados que causaram inúmeras vítimas como os de 13 de Novembro do ano passado, em Paris, ou os de dia 22 de Março, em Bruxelas.


Fonte: Económico

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