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Portugal faz história e é campeão europeu. Afinal não somos nojentos como disseram

Heróis do mar, nobre povo, nação valente e imortal. Jogadores fizeram jus ao hino e foram estóicos. Portugal, entre ventos e marés, é, pela primeira vez, campeão europeu de futebol.

Foto: CM
Decorria o minuto 109 do prolongamento quando milhões de portugueses explodiram de contentamento, num grito de alegria que ecoou pelos quatro cantos do mundo. Éder, o mal-amado, o patinho feio, vestiu a pele de herói nacional e desbravou o caminho para o título que escapou há 12 anos na tragédia grega no Estádio da Luz.

O avançado do Lille aguentou a pressão de Koscielny, galgou alguns metros e do meio da rua desferiu um míssil que bateu Lloris e abriu as portas da eternidade. Num jogo com contornos épicos, a turma das quinas soube resistir à intensa pressão francesa, à lesão do capitão Cristiano Ronaldo e a uma arbitragem polémica do inglês Mark Clattenburg.

Foi o culminar de um trajeto que começou de forma periclitante, com três empates na primeira fase da prova e inúmeras críticas. Mas das fraquezas, os comandados de Fernando Santos fizeram a força que lhes guiou até Paris. 10 de Julho, um dia para nunca mais esquecer Não foi espectacular a final de Saint-Denis.

Nervos em franja com as duas seleções cansadas e sem nota artística. Porém, pertenceram aos gauleses as melhores ocasiões do encontro mas Rui Patrício, numa noite inspirada, foi adiando o golo do contentamento francês.

No último lance do encontro, a sorte sorriu a Portugal quando Gignac rematou ao poste. Sem Cristiano Ronaldo, que abandonou o terreno de jogo em lágrimas após lance dividido com Payet, o conjunto luso foi adiando o golo adversário com muita entrega, solidariedade e organização.

Com o passar do tempo, a confiança foi aumentado e a entrada de Éder, aos 79 minutos para o lugar de Renato Sanches, revelou-se determinante, não só porque marcou o golo decisivo mas também pela forma como prendeu a dupla de centrais gaulesa – Umtiti e Koscielny –, permitindo que a equipa lusa fosse respirando e ganhando confiança até que surgiu o histórico minuto 109...

Fonte: CM

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