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Ricardo Salgado não precisa de se apresentar na PSP porque vai de férias

O ex-banqueiro Ricardo Salgado que, em finais de 2016 viu transformada a prisão domiciliária em apresentações periódicas na PSP, está dispensado de se apresentar à polícia, durante 30 dias, por motivos de férias.

Foto: Público
A decisão do juiz Carlos Alexandre foi tomada na sequência de um requerimento apresentado pelos advogados do ex-banqueiro, o que, à partida, lhe permite deslocar-se livremente em território nacional, sem que tenha necessidade, durante este período, de ir à Esquadra da PSP de Cascais para fazer as habituais apresentações periódicas.

No entanto, Ricardo Salgado continua a estar proibido de manter contactos com antigos administradores do GES e de viajar para o estrangeiro.

No âmbito dos vários processos-crime sobre o "universo Espírito Santo", como tem sido descrito pela Procuradoria-Geral da República, Ricardo Salgado é suspeito de crimes de falsificação, falsificação informática, burla qualificada, abuso de confiança, fraude fiscal, corrupção no setor privado e branqueamento de capitais.

O Ministério Público investiga 73 inquéritos do universo Espírito Santo, alegadamente relacionados com a gestão do grupo e os atos praticados no seu interior, que terão levado à derrocada do grupo, em 2014.

Em julho do ano passado, o juiz Carlos Alexandre colocou Salgado em prisão domiciliária, na mansão perto da Boca do Inferno, em Cascais, mas em finais ainda do ano passado a medida de coação foi alterada para apresentações na PSP.

Fonte: JN

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