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6 anos de trabalho dá pensão de 17.900 euros a ex-vereador do PSD

José Salter Cid, ex-vereador do PSD na Câmara Municipal de Lisboa, não concorda com a pensão de 17.900 euros que recebeu da PT, tendo, segundo notícia do semanário “Expresso”, posto em tribunal a empresa, com a exigência de auferir a pensão mais alta da tabela em vigor.

Tendo cumprido um percurso de 17 anos na PT, apenas ali trabalhou, efectivamente, durante seis, havendo que subtrair o tempo em que foi secretário de Estado (duas pastas distintas, em governos de Cavaco Silva), aquele em que permaneceu à frente da Companhia das Lezírias, cooptado pela República e o que cumpriu à frente da Comissão de Coordenação de Lisboa e Vale do Tejo.

Foto: Vai Dar Zebra


Seria o governo de Durão Barroso a requisitá-lo à PT para ir presidir à Companhia das Lezírias, acompanhado pela secretária e motorista que tinha na PT.

Salter Cid iniciou o percurso no grupo de telecomunicações ao serviço da Marconi, em 1990, na área do marketing e comunicação, e é com base num despacho interno dessa empresa que alega ter direito a uma pensão equivalente ao salário do trabalhador mais bem pago, no Grupo PT, na categoria que ele tinha quando abandonou a empresa.

De acordo com o “Expresso”, ele mesmo, enquanto secretário de Estado da Segurança Social, aprovou, em 1995, o regulamento de um Fundo Especial de Melhoria de Segurança Social do Pessoal da Marconi, que confere vantagens aos pensionistas. (“JN”2008) – Correio da Manhã também relata o caso.

QUANDO O ESTADO PAGA, TUDO SE CONSEGUE, QUANDO SE ABUSA DO PODER PÚBLICO EM PROVEITO PRIVADO.

Enquanto secretário de Estado de Cavaco, Salter Cid alterou as regras das pensões do grupo Marconi, através da regulamentação do Fundo Especial de Melhoria da Segurança Social do Pessoal da Marconi. Entre outras benesses, os pensionistas passaram a poder somar um suplemento extra de 15% em relação ao valor da pensão estatutária calculada na data de saída do activo. Diz o Expresso que no ano passado, este Fundo de Melhoria Marconi tinha um passivo ( dividas) de 12,481 milhões de euros.

MAS A HONESTIDADE DESTES PERSONAGENS CONTINUAM A SURPREENDER, NUNCA SE DETÊM 

“Fechar marquises é prática corrente em Lisboa. Talvez por isso – poder-se-ia pensar -, José Salter Cid mandou fazer uma obra no terraço de um prédio de que é proprietário sem nada pedir ou comunicar à câmara. Mas o dono do imóvel, que fez muito mais do que uma vulgar marquise, e é tudo menos um munícipe qualquer, avança ele próprio uma explicação bem mais simples: “Esqueci-me de participar a obra à câmara.”

Salter Cid foi vereador da Câmara de Lisboa, eleito pelo PSD, entre 2007 e 2009, depois de ser secretário de Estado da Segurança Social nos anos 90, bem como presidente da Comissão de Coordenação Regional de Lisboa e Vale do Tejo e, mais tarde, deputado e presidente da Companhia das Lezírias. Em Outubro passado decidiu fazer obras no terraço do n.º 108 da Av. do Brasil, no qual tinha uma pequena habitação recuada, correspondente ao 4.º andar direito.

Os trabalhos foram objecto de denúncia por parte de um vizinho que se considerou prejudicado e em Novembro, por serem ilegais, foram embargados pelo vereador do Urbanismo, Manuel Salgado. Simultaneamente foi cortada a água, a luz e o gás ao inquilino do 4.º direito.

Sucede que, afirma o gabinete de Manuel Salgado em resposta escrita ao PÚBLICO, a obra prosseguiu, “desrespeitando a ordem de embargo”.

Daí que tenha sido levantado pela Polícia Municipal um “auto de denúncia por desobediência”, tal como já tinha sido levantado um auto de contra-ordenação motivado pela realização de obras sem licença, nem comunicação prévia à câmara. Os dois processos estão em fase de instrução.”

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