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A história da América e Islão que Trump devia conhecer

Marrocos foi o primeiro país a reconhecer a independência dos Estados Unidos, em 1777. Começou bem, pois, a relação da América com o islão. E não faltam na história aliados muçulmanos. Mas o 11 de Setembro marca qualquer balanço e agora Donald Trump pôs sete países islâmicos na lista negra.

Foto: O cão que fuma
1. Marrocos foi pioneiro a reconhecer a América

Com as notícias da rebelião contra os britânicos a chegarem a Tânger pelos navios americanos, o sultão Mohammed III apressou-se a reconhecer os Estados Unidos em 1777. Um tratado formal marroquino--americano foi depois concluído em 1786, com John Adams e Thomas Jefferson, dois futuros presidentes, a assinarem-no peloos Estados Unidos. Até hoje, Marrocos é um aliado fiel da superpotência.

2. Marines ganham batalha e hino nas praias da Líbia

Travada em 1805, a batalha de Derna, na Líbia, foi a primeira ganha pelos Estados Unidos fora do seu território. Os marines, que se envolveram numa disputa dinástica nesse país vassalo do Império Otomano, não só saíram vitoriosos como ganharam inspiração para o seu hino, que fala das "praias de Tripoli" (the shores of Tripoli), relembrando as chamadas Guerras da Barbária, que foram travadas para salvar marinheiros americanos capturados por piratas muçulmanos..

3. Nasce a Nação do Islão no coração de Detroit

Uma enigmática figura, que desaparecerá quatro anos depois, funda em 1930 em Detroit a Nação do Islão. Mas se pouco se sabe de Wallace Fard Muhammad, já Elijah Muhammad, o sucessor, é o homem que convenceu milhares de negros a aderir ao islão, em teoria a religião dos antepassados escravos, e a adotar o apelido X (como fez Malcolm X) para assinalar o nome perdido. Os membros da Nação do Islão, supremacistas negros, são a minoria entre os três milhões de muçulmanos americanos. Louis Farrakhan é o líder.

4. Roosevelt e Ibn Saud falam sobre petróleo

A caminho de Ialta, para a última conferência antes do fim da II Guerra Mundial, Franklin Roosevelt faz escala no Egito e recebe num navio Ibn Saud. O presidente e o fundador da Arábia Saudita fazem um acordo simples que ainda funciona: a América dá aos guardiães de Meca e Medina armas para se proteger, os sauditas inundam o mundo de petróleo.

5. De grande aliado a Grande Satã

O regresso do ayatollah Khomeini em fevereiro de 1979, já depois da fuga do xá, deixou claro que a revolução no Irão seria islâmica. A embaixada americana é depois tomada de assalto. A América, aliada do xá, passa a ser o Grande Satã para os iranianos.

6. Com os mujaedines contra os soviéticos

Desde o primeiro momento da invasão do Afeganistão que os Estados Unidos fornecem apoio ao Paquistão para que este fomente a resistência afegã contra o Exército Vermelho. Mas são os mísseis Stinger entregues aos mujaedines a partir de 1986 que vão ser decisivos para a derrota soviética. Da luta entre os senhores da guerra nasceram os talibãs.

7. América ataca Saddam mas não o derruba

Com o aval da ONU, os Estados Unidos expulsam em 1991 do pequeno Koweit os invasores iraquianos, mas George Bush pai poupa Saddam Hussein, que só será derrubado em 2003 por Bush filho, numa guerra impopular.

8. Clinton tenta fazer a paz entre Rabin e Arafat

Com o patrocínio do presidente dos Estados Unidos, israelitas e palestinianos assinam o Acordo de Oslo de 1993, que previa dois Estados na Palestina histórica. Mas mais de 16 anos depois de Bill Clinton ter saído da Casa Branca, e com Yitzhak Rabin e Yasser Arafat já mortos, pouco se avançou.

9. Torres de Nova Iorque vítimas da jihad global

A Al-Qaeda, fundada nos anos 1980 para combater os soviéticos, ataca a América e mata quase três mil pessoas em Nova Iorque e Washington a 11 de setembro de 2001 (ultrapassando de longe mortandade do atentado de Lockerbie, em 1988). O inspirador do desvio dos aviões civis é Osama bin Laden, um saudita ex-mujaedine. Dos 19 piratas do ar, 15 são sauditas. Estados Unidos atacam em retaliação o Afeganistão, onde os talibãs protegiam a Al-Qaeda.

10. O primeiro muçulmano eleito para o Congresso

Keith Elison, nascido em Detroit e convertido ao islão, é eleito em 2006 pelo Partido Democrata para a Câmara dos Representantes.

11. Presidente com Hussein como nome do meio

Filho de uma branca do Kansas e de um imigrante queniano, Barack Hussein Obama é cristão mas nunca negou que a família paterna era muçulmana. Viveu também na Indonésia, o mais populoso país muçulmano, com um padrasto muçulmano. Foi presidente dos Estados Unidos entre 2009 e 2017, o primeiro negro na Casa Branca.

12. Embaixador americano morto na Líbia

Milícias islamitas atacam em 2012 o consulado dos Estados Unidos em Benghazi e matam o embaixador na Líbia, Christopher Stevens.

13. Contra o Estado Islâmico na Síria como na América

Aviões bombardeiam desde 2014 o ISIS na Síria e no Iraque e os jihadistas retaliam apelando aos lobos solitários nos Estados Unidos, que atacam em San Bernardino e em Orlando.

Fonte: Artigo na integra em DN

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