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PADARIA PORTUGUESA - A polémica continua, agora com José Diogo Quintela

José Diogo Quintela reage à polémica sobre as suas lojas.

"Quando aceitei fazer a empresa, o objectivo era claro: tornar-me num grande patrão explorador”. Foi desta forma que o humorista José Diogo Quintela, um dos proprietários da cadeia “Padaria Portuguesa, reagiu, por escrito, à polémica que na última semana atingiu o negócio.

Foto: (im)parcial
Num artigo publicado no “Correio da Manhã”, o ‘gato fedorento’ insiste que o sócio e primo Nuno Carvalho não fez mais do que afirmar que a Padaria Portuguesa cumpre a legislação, ironizando sobre as críticas de que estão a ser alvo. “Pessoalmente, preferia um negócio que envolvesse burlar idosos, mas a padaria era a via mais rápida para me tornar num porco capitalista”.

A controvérsia rebentou quando, na semana passada, Nuno Carvalho afirmou na televisão que a descida da TSU era um problema que só interessava aos políticos, quando as empresas beneficiariam da liberalização da contratação, do despedimento e das horas extra.

O direto na “SIC Notícias”, onde o sócio gerente afirmou que 25% dos trabalhadores ganhavam o salário mínimo, foi partilhado pelo comentador político Daniel Oliveira, que condenou a postura da empresa. O assunto tornou-se viral (com vozes a favor e outras contra) e surgiu entretanto nas redes sociais uma comunidade de boicote aos estabelecimentos, que ontem contava com mil “likes” – ainda assim, não tão viral como o assunto que por uns dias dominou as conversas online.

Quintela esclarece que, ao referir que 25% dos trabalhadores ficavam em regime de transição a ganhar o salário mínimo, o sócio gerente estava a dizer que até aqui estas pessoas ganhavam o valor de salário mínimo que agora será alargado a todos os trabalhadores nacionais.

Descubro agora que fui enganado e não ando a espoliar empregados como era suposto. Pelos vistos, a PP cumpre leis e obrigações. Assim não é giro. Se era para isso, não me convidavam. O meu primo traiu-me”, escreveu Quintela. “Os répteis são animais de sangue frio, de modo que não ficaremos zangados muito tempo. Em breve faremos as pazes, enquanto brindamos com o sangue de um pasteleiro (reserva de 2012, um óptimo ano) e combinamos o próximo negócio.”

Em entrevista ao semanário “Expresso”, Nuno Carvalho explicou no final da semana que, num modelo de maior flexibilidade, os trabalhadores ganhariam mais, defendendo que muitos colaboradores, se pudessem, teriam contratos de 60 horas para não acumular empregos.

O responsável revelou ainda que, em 2016, a marca facturou 26,3 milhões de euros e espera subir para os 38 milhões este ano. O salário médio dos trabalhadores é de 695 euros, mais subsídio de almoço. A empresa disponibiliza ainda as refeições nos estabelecimentos.

Fonte: SOL

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