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Aulas de religião e moral substituídas por psicólogos!!

O mais recente artigo do DN fala da necessidade de Psicólogos nas escolas. Que tal substituírem as aulas de religião e moral por aulas obrigatórias com psicólogos? De certeza que a razão pela falta de psicólogos nas escolas será o dinheiro, ora bem, troca-se o tema e a necessidade.

Foto: Psicologia Directa
Segue em baixo o artigo do DN.

"A situação é muito má", diz o bastonário.

O bastonário da Ordem dos Psicólogos defende que na área da saúde era preciso triplicar os cerca de 600 profissionais existentes para ter uma cobertura aceitável e nas escolas seriam precisos mais 500.

Em declarações à agência Lusa, Francisco Miranda Rodrigues garante que nestas duas áreas "o mínimo dos serviços não está garantido".

Na área da Educação, segundo o bastonário, está prevista a contratação de 200 psicólogos este ano para as escolas, ao abrigo do Plano Operacional de Capital Humano (POCH), no fim do qual o rácio de psicólogos nas escolas deverá passar dos atuais 1/1.700 para um psicólogo para cada 1.100 alunos.

"Está assumido num protocolo entre a Direção-Geral da Educação e a Ordem dos Psicólogos, a coberto de fundos comunitários, a contratação de 200 profissionais para as escolas, numa primeira fase. Mas ainda faltam mais 300", afirmou o bastonário.

Também na área da Saúde, a situação "é muito má". O responsável defende que para Portugal ter uma cobertura aceitável teria de triplicar o número de psicólogos.

"Isto é assumido até pelo Governo, com o compromisso de contratação de 55 psicólogos para os cuidados de saúde primários. É uma gota de água relativamente ao SNS [Serviço Nacional de Saúde], mas é um primeiro passo e é importante que rapidamente se concretize", afirmou.

Segundo explicou o bastonário, estes 55 psicólogos permitirão ter um recurso para cobrir tudo o que são cuidados de saúde primários no país.

"Há sítios ainda com zero. A situação é muito má", disse o bastonário, acrescentando: "A prevenção não dá resultados em dois ou três anos. Continuamos com respostas imediatistas, mais fáceis no curto prazo, mas, não só não são as melhores do ponto de vista das boas práticas, como também não são as que são sustentáveis para os sistemas de saúde, em particular para o SNS".

No SNS, em 2015 existiam 553 psicólogos para 10 milhões de pessoas.

Francisco Miranda Rodrigues aponta ainda a precariedade destes profissionais, sublinhando que, neste caso, não se trata apenas de uma questão laboral.

"Não é só um problema laboral neste tipo de profissionais, os que utilizam os nossos serviços, nomeadamente na área da Educação, para que tenham acesso a intervenções que cumpram com as melhores práticas e que sejam eficazes, precisam de profissionais envolvidos desde o início no planeamento ano letivo, que conheçam os contextos de atuação, que possam estabelecer relações", explicou.

O bastonário recordou que os psicólogos são profissionais cuja intervenção "depende das relações estabelecidas" e que a interrupção nas contratações -- resultantes das mudanças de ano letivo -- "é altamente lesiva" para os alunos.

"Esta interrupção é altamente lesiva para os utilizadores dos serviços. Não basta interromper e retomar como se nada fosse e com quem quer que seja. Não é assim... há muitas perdas associadas a este tipo de prática, tanto do ponto de vista do sofrimento das pessoas que precisam de ajuda, como um retrocesso nos problemas que estão a ser trabalhados", defendeu.

Com esta prática de contratações, o bastonário diz que há perdas na rentabilização.

"Há que olhar para a especificidade da intervenção dos psicólogos e pensar que não pode continuar a haver este sistema de contratações, baseado nesta rotação permanente (...). A instabilidade para os utilizadores do serviço não permite o acesso conveniente", defendeu.

Para ajudar a encontrar novos caminhos profissionais, não só para os psicólogos que ficaram desempregados, como também para os que estão à procura do primeiro emprego, a Ordem desenvolve um "projeto inovador" na área da empregabilidade, tentando trabalhar em áreas emergentes.



"Muitas vezes tentamos explorar áreas emergentes dentro da psicologia, que nalguns países já não são tão emergentes assim (...), que respondem a alterações sociodemográficas, como por exemplo a psicogerontologia", contou o bastonário, lembrando que as áreas ligadas aos processos de envelhecimento têm cada vez mais procura.

Fonte: DN

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