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Bruxelas pede às empresas britânicas que deixem Reino Unido

A União Europeia lembra que o Reino Unido está a sofrer pesadas perdas financeiras mesmo durante o processo de negociações da sua saída da União Europeia, pelo que será melhor para as empresas deixarem o país e evitarem "repercussões legais".

Quase um mês depois de ter sido dado o primeiro passo para a concretização do processo de saída do Reino Unido da União Europeia (UE), Bruxelas começa a revelar quais as principais ideias que o bloco europeu quer ver aprovadas no final de dois anos de negociações. Uma delas prende-se com o futuro das empresas britânicas, que a UE quer que desloquem para capitais europeias. Para forçar a sua posição, a UE está a pôr fim aos contratos de biliões de euros com grupos britânicos que se recusam a retirar a sua atividade laboral de Londres.

Foto: ThingLink
Segundo avança o jornal britânico ‘Financial Times’, que teve acesso a um memorando escrito por altos funcionários da Comissão Europeia (CE), a economia do Reino Unido está a sofrer pesadas perdas financeiras mesmo durante o processo de negociações da sua saída da União Europeia. De forma a evitar “complicações adicionais desnecessárias”, o órgão executivo da UE encoraja as empresas britânicas a se preparem para ‘fazer as malas’ e rumar a destinos europeus, tendo em conta as “repercussões legais” do Brexit.

Para além da exigência legal de se estabelecerem entidades contratuais na União Europeia, pode haver razões políticas ou práticas a favor do estabelecimento das partes contratantes em algum dos Estados-membros, não só até à conclusão do contrato, mas além do prazo do contrato”, pode ler-se no memorando da Comissão Europeia.

No memorando a CE lembra que as empresas devem “ter em conta” que o Reino Unido deverá estar fora da União Europeia em dois anos, o que pode significar um reforço do montante destinado a projetos de investigação e serviços das empresas que permaneçam a colaborar na UE.

A maratona de negociações do Brexit tem uma duração prevista de dois anos e deverá estar concluída em março de 2019. Recorde-se que a primeira-ministra britânica, Theresa May, acionou o artigo 50º do Tratado de Lisboa a 29 de março.

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