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Em Portugal dão-se medalhas a criminosos, em vez de algemas

Neste video, Paulo Morais mais uma vez goza com o ridículo da impunidade em Portugal, a forma como são tratados os corruptos, afronta a inteligência e a justiça.

Relata que recentemente, assistiu na TV a uma cerimónia onde viu avançar um ex administrador da SLN (BPN), e ironiza “pensei que lhe iam dar umas algemas e fiquei admirado quando vi que era mesmo uma medalha.”

Foto: A VOZ DA RAZÃO
Video completo refere ainda:

Apito dourado – Um processo que envolvia de milhares de milhões de euros com casos de corrupção na construção civil, na promoção imobiliária, no Metro do Porto, nos árbitros, nas prostitutas, etc etc mas foi branqueado e disfarçado de tal forma que acabou apenas centrado em torno dos árbitros e prostitutas… e que claro não deu em nada.

Ou seja foram limpando limpando e limpando e apenas deixaram a parte mais limpa do processo para ser investigada, que era o caos das prostitutas.


E os mais sujos ficaram totalmente ilibados. (Minuto 9 do vídeo)

Paulo Morais continua;

“Tudo o que afirmo está nos processos, se eu o vi, o governo também o viu assim como a justiça.”

A bomba atómica dos impostos dos portugueses. A SLN e o BPN geriam várias empresas, cerca de 200. As que davam lucro ofereciam os lucros à SLN e aos accionistas as que davam prejuízo desfalcavam e deixavam buracos nas contas do BPN, pois iam-se financiar ao BPN, sem garantias, muitas vezes.

Quando a situação ficou insustentável, para o BPN e já o buraco era demasiado visisvel, este foi nacionalizado, ofereceram-no aos cidadãos, e a SLN seguiu a sua vida. Agora mudou de nome, chama-se Galilei, tem negócios de castanhas em trás os montes, negócios na praia dos salgados, etc etc.

O BPN foi comprado, pelo Mira Amaral/ BIC mas todas as dividas e desfalques que ele possuía, muitos dos quais ainda se vão descobrir, ficaram para os portugueses irem pagando à medida que aparecem. Criaram a PARVALOREM, é o banco que assume as dividas do BPN e oferece ao zé povinho.

O BPN possui um buraco de cerca de 2 mil milhões só de terrenos que falsamente foram dados como garantia de milhares e não valiam mais de 100. Por esquemas que eles faziam em que iam à câmara valorizar o terreno, alterando o PDM.

Também usavam a artimanha de financiar o mesmo bem em duplicado, tudo servia para retirar dinheiro do banco.

Ao minuto 19 Paulo Morais informa que já foi convidado a depor no caso do crime das PPP, em que o estado paga rendas fixas para empresas privadas não arriscarem ter prejuízo E Paulo Morais ironiza, ” até brinquei com as senhoras inspectoras, e disse-lhes que estava ali com muito gosto, que estava a ser uma manhã muito agradável, mas que já sabia que aquilo não ia dar em nada, pois elas vão fazer um belo documento e o ministério público arranja uma razão qualquer e arquiva o processo”…. simples e limpo.

Casos de corrupção do poder local: Parque Mayer, Vale do Galante Figueira da Foz , É o Caso Ambrósio em Gondomar. O caso de Alfena, de um srº que comprou um terreno por 4 milhões as 4h da tarde e vendeu-o ás 4.30h por 20 milhões.

Ao minuto 23 faz alusão ao escândalo de promiscuidade de interesses, onde geralmente os presidentes das comissões parlamentares de defesa, são quase sempre do mesmo escritório de advogados.

O actual presidente é o deputado José Matos Correia, que pertence à sociedade do drº Rui Pena, o anterior presidente (José Luis Arnault) que também era desse mesmo escritório. Que por sua vez ele próprio foi ministro da defesa na altura que se compraram os submarinos.

Isto também já é demais, eles (políticos e advogados) possuem poder para tudo roubam, corrompem, fiscalizam, legislam, e fazem parte das comissões parlamentares que decidem tudo, que mais querem? Um pouco de vergonha, recomenda.

Não há nenhuma sociedade que possa suportar um nível de promiscuidade tão intensa.

Paulo Morais finaliza dizendo a justiça deveria ir buscar os bens que os corruptos roubam, basta averiguar devidamente, por exemplo no caso BPN, seguindo a documentação da Parvolorem, seguir o rasto do dinheiro e ir busca-lo onde está.

E o mesmo com os ex administradores da SLN que estão bem identificados.

“Mas em Portugal em vez de algemas, oferece-se medalhas.”

O estado Português tinha obrigação de fazer isso. Ir confiscar o dinheiro que eles têm no Luxemburgo. Que é o que já se está a fazer na Itália, e já recuperaram milhares de milhões de euros. A Alemanha, fez o mesmo e também confiscou fortunas aos corruptos.

A corrupção impede os países de se desenvolverem, isso é um facto.

A prova é que não há países desenvolvidos corruptos, nem há países corruptos desenvolvidos. Por isso a próxima geração tem que se empenhar e combater a corrupção.

No video 3, ao minuto 1.30, Paulo morais afirma que a única forma de sair deste estado, seria começar por descobrir quem são os actuais “duques de Portugal” e acabar-lhe com os ducados.

“Nós, enquanto país, só sairemos disto quando tivermos governantes que afrontem os grandes interesses e, nomeadamente, os grandes interesses económicos.

Na nossa própria História, D. João II, antes de assinar o Tratado de Tordesilhas, antes de mandar imprimir o primeiro livro em Portugal, antes de fazer um reinado notável, fez uma coisa muito simples: foi aos grandes grupos económicos da altura e fez algo tão simples como matar o duque de Bragança, o duque de Viseu, o duque de Aveiro e resolveu o problema dos grandes grupos económicos que mandavam no país… Hoje o feudalismo é o mesmo – a única diferença é que, na altura, o feudalismo era ter terras e o feudalismo de hoje é na finança”.

Fonte: Tuga Press

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