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CUIDADO - Compram lata de sementes e acaba por comer pedaços de vidro

Um casal encontrou pedaços de vidro numa lata de sementes germinadas e secas, da marca Cem PorCento. O produto, adquirido no início do mês na loja Continente de São Cosme, em Gondomar, já foi retirado das prateleiras daquela cadeia de supermercados do Grupo Sonae (do qual faz parte o PÚBLICO).

Leida Rocha, uma educadora de infância de 57 anos, explicou ao PÚBLICO que, no dia em que consumiu o produto numa salada, há uma semana, reparou que “havia algumas sementes duras”. Mas foi só quando sentiu “uma semente que era demasiado dura e grande para conseguir mastigar”, que a tirou da boca e verificou que se tratava, na realidade, de um pedaço de vidro.


O casal, que teve de receber tratamento hospitalar, encontrou depois mais “pequenos pedaços de vidro no meio das sementes” que restavam na embalagem do produto.

Por conselho médico, os dois estiveram, durante os dias seguintes, em vigilância, visto que o deslocamento de “alguma partícula de vidro alojada no estômago ou no intestino” poderia “causar uma ruptura destes órgãos”, sublinhou Leida Rocha adiantando o que lhe recomendaram no Hospital de Santo António, no Porto.

João Silva, responsável pelo departamento de qualidade da Ignoramus, que detém a marca Cem PorCento, confirmou a recepção da queixa dos consumidores. Adiantou, ainda, que a empresa, após ter sido contactada pela filha dos consumidores, solicitou que esta “facultasse uma amostra do produto para análise”. As amostras foram recolhidas e "reencaminhadas de imediato para laboratório", afirmou o responsável. 

Empresa recolheu amostras

A Ignoramus disse que já estabeleceu contacto com o fornecedor, de modo a estudar a possibilidade de contaminação do produto, e já abriu aleatoriamente embalagens do mesmo lote, não encontrado “nada de estranho”, adiantou João Silva. A Ignoramus diz estar ao dispor para “retirar ilações e consequências para o futuro, tanto a nível de mudança de procedimentos como de responsabilização do fornecedor”.

O Continente já “retirou da loja o lote desse fornecedor, para que fosse recolhido e analisado” e aguarda que os consumidores entreguem o “produto que motivou a queixa, para que possa ser atestada a veracidade da mesma e identificado o problema, o que até ao momento não aconteceu”, esclareceu a empresa de distribuição alimentar, após ser contactada pelo PÚBLICO.

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) confirmou a recepção da denúncia dos consumidores que está, neste momento, “em averiguação”. A autoridade revelou, ainda, que se trata de uma “queixa única”, não tendo recebido outras acerca do mesmo problema. O PÚBLICO tentou contactar a Deco, à qual o casal também enviou uma queixa, mas não obteve resposta em tempo útil.

Texto editado por Pedro Sales Dias

Fonte e Foto: Público

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