REVOLUÇÃO - Baterias de urina, ar e sódio

O que se conhece de baterias para dispositivos electrónicos, actualmente, baseia-se em baterias de iões de lítio, logo temos ter em conta alguns factores importantes como o potencial para a reserva e cessão de energia aos aparelhos e também a estabilidade. Pois, não adianta ter uma boa capacidade de armazenamento de energia se o perigo de explosão for iminente. 

Estudos levados a cabo por um grupo de investigadores levaram à concepção de um material que pode aliar esses dois conceitos numa mesma estrutura. Tratam-se de baterias de sódio, que podem até mesmo roubar o mercado dos materiais criados com lítio no futuro.


Recentemente, conseguiram criar um sistema baseado em sódio-ar que conseguiu resultados melhores do que os baseados em lítio-ar, não iões de lítio. A grande vantagem deste novo sistema em relação aos modelos utilizados anteriormente pelos cientistas está na estabilidade. Para as reacções que resultam na descarga de energia eléctrica necessária para o abastecimento dos aparelhos electrónicos o sistema utiliza o oxigénio atmosférico.

Apesar de ainda estar em fase inicial de testes, o sistema já tem conseguido resultados satisfatórios e isso deve significar mais investimentos nas pesquisas. Ainda é impossível comparar as baterias de sódio com as existentes no mercado e isso pode permanecer desse modo por vários anos. Um dos grandes culpados disso é o limite de recargas, pois em menos de dez delas os sistemas já estão inutilizados.

Fonte e Foto: FCiencias

Baterias de iões de sódio

A solução também pode estar no sal. Até agora já foram usadas baterias destas em protótipos de computadores portáteis, por um grupo de investigadores e empresas franceses chamado RS2E. A grande vantagem é a sua modularidade, de tal maneira que tanto pode ser usada num portátil como num carro.

Baterias de alumínio-ar

Esta tecnologia promete uma autonomia de 1750 km por cada recarga com um carro eléctrico. Já foi testado um veículo com esta performance, utilizando o ar atmosférico como cátodo. Estas baterias transformam o metal nelas utilizado em hidróxido de alumínio, que depois pode ser reciclado para fazer mais baterias.

Baterias de urina

Parece estranho mas há mesmo quem esteja a investigar nesta área e com resultados. E o nome até nem é nada estranho: chama-se Fundação Bill Gates. Os seus cientistas já anunciaram uma versão que é capaz de recarregar telemóveis. Utiliza algo chamado Microbial Fuel Cell que utiliza a urina para produzir electricidade.

Com o próprio Bill Gates a tentar reinventar o conceito de autoclismo, porque não havemos de esperar grandes revoluções na área dos carros eléctricos? Já faltou mais…

Fonte: Motor24

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