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Tenham VERGONHA, hoje tratam melhor os cães que as pessoas

Sou um morador de rua. Passo o dia todo estirado ao chão porque não tenho coragem de olhar para os que passam, indiferentes, ao meu lado. Vejo muita gente. Dificilmente vejo passar algum cachorro. Nem um cachorro abandonado sequer.

Os que foram postos na rua, como eu, não estão mais nela. Já apareceu uma alma generosa que os recolheu. Até quem me mandou para a rua tem cão. Provavelmente, nunca terá coragem de fazer com ele o que fez comigo.

Foto: Blog Animal
Ah! Que pena que não sou um cão! Assim fosse, talvez já me teriam recolhido. Ao menos, quem sabe, tinham-me encaminhado para um abrigo. Ah! Que pena que não sou um cão! Haveria alguém que me assumiria, me levaria ao médico, compraria vacinas de que necessito, os remédios e trataria das minhas feridas.

Ah! Que pena que não sou um cão? Teria a minha casinha própria, nem precisaria de limpar a minha casa. Quem me tivesse acolhido a lavaria para mim. Ah! Se eu tivesse nascido cão! Aqui na rua não tenho onde fazer as minhas necessidades e tomar banho. Se eu fosse um cão, tudo isso estaria previsto! Mas eu sou humano! Ninguém se detém para falar comigo!

Se eu fosse um cão, o meu dono me levaria a passear! Ah! Que pena que não sou um cão! Poderia até entrar na casa do meu dono. Ser abraçado, acariciado. Mesmo que eu não pudesse trabalhar, a minha comida, remédio, banho, corte de cabelo, tudo estaria garantido. Seria um bicho de estimação. Seria estimado por alguém que cuidaria das minhas necessidades mais fundamentais.

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