FOGOS EM PORTUGAL - 58 mortos confirmados e 54 feridos

Pedrógão Grande: número de mortos em incêndio sobe para 58


Informação confirmada pelo secretário de Estado da Administração Interna

O número de pessoas que morreram no incêndio que deflagrou no sábado em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, aumentou para 58, disse hoje o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, num novo balanço realizado às 12:00 deste domingo.

Temos 58 vitimas mortais", vincou Jorge Gomes.

O governante acrescentou que há ainda 54 feridos. Entre os feridos, há oito bombeiros, quatro dos quais em estado grave. Dezoito feridos foram para hospitais de Lisboa, Coimbra e Porto. 

Quando o número de mortos ainda se encontrava nos 57, Jorge Gomes tinha precisado que 30 cadáveres foram encontrados em viaturas na Estrada Nacional 236-1, que faz a ligação ao IC8, e 17 fora das viaturas ou nas margens desta estrada. As restantes 10 vítimas mortais foram encontradas em ambiente rural. 

O Governo declarou na madrugada deste domingo o estado de contingência para o incêndio que deflagrou na tarde de sábado em Pedrógão Grande, distrito de Leiria.

"O estado de contingência ativa determinados meios e permite também outras possibilidades para tudo o que se vier a desenrolar a partir daqui e também para o que já aconteceu", disse o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes.

O fogo que deflagrou mantém quatro frentes ativas de grande intensidade, disse o secretário de Estado da Administração Interna. "Não houve diminuição de intensidade, mantém-se exatamente tudo na mesma desde o último ponto de situação, com quatro frentes ativas, duas das quais com extrema violência", referiu Jorge Gomes.

O governante, que falava aos jornalistas num "briefing" realizado às 07:30 em Pedrógão Grande, junto ao posto de comando, adiantou que é aguardada a chegada de aviões 'Canadair' portugueses, espanhóis e franceses.

No entanto, Jorge Gomes alertou que os meios não podem ser todos utilizados neste incêndio por existirem mais fogos no país a que "temos de acudir neste momento".

O governante indicou que as operações mobilizam neste início de manhã 687 operacionais, 224 viaturas e três máquinas de rasto.

O IC8, que liga Pombal a Vila Velha do Ródão, está cortado desde sábado, e já esta manhã a Autoestrada n.º 13, que liga Tomar a Coimbra, foi também fechada ao trânsito no nó do Avelar (Ansião).

O presidente da Câmara de Castanheira de Pera, Fernando Lopes (PS), um dos concelhos do distrito de Leiria afetados pelo incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande, descreveu a situação que se vive como “caótica” e “catastrófica”.

“Isto está uma situação catastrófica. Está caótica”, disse, por telefone, à agência Lusa.

Afirmando ter “infelizmente” registo de vítimas mortais e de feridos no seu concelho, Fernando Lopes não soube, contudo, precisar as vítimas ou as casas ardidas.

“Não tem havido comunicações e isso dificultou muito. Temos muitas casas ardidas em várias localidades, mas não sei quantas ao certo”, disse. O autarca frisou ainda que o fogo “não dá sinais de querer abrandar” e que têm “poucos meios” a combatê-lo. “Todos temos ajudado e todos somos poucos”, lamentou o presidente da câmara.

O fogo deflagrou ao início da tarde de sábado numa área florestal em Escalos Fundeiros, em Pedrógão (distrito de Leiria), e alastrou-se aos municípios vizinhos de Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos.

Fonte: TVI24

O violento incêndio que lavra em Pedrógão Grande em quatro frentes causou 19 vítimas mortais civis.

O incêndio que lavra em Pedrógrão Grande já causou 19 mortos, anunciou o secretário de Estado da Administração Interna Jorge Gomes.


As vítimas mortais são todas civis - três morreram na via pública por inalação de fumos e outras 16 foram encontradas dentro de viaturas na estrada entre Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra.

Há ainda a registar 20 feridos - 14 são civis e, destes, dez estão em estado grave.

Entre os feridos também há seis bombeiros, dois deles em estado grave transportados de helicóptero para hospitais da região.

Há ainda dois desaparecidos por confirmar, segundo o balanço do secretário de Estado da Administração Interna, sublinhando que estas duas pessoas poderão estar entre os evacuados.

Uma fonte dos bombeiros adiantou ainda que vários carros de bombeiros foram destruídos pelo fogo, sem precisar quantos.

O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, está a deslocar-se para a zona. Ao que o JN apurou, o chefe de Estado durante a tarde falou ao telefone com os autarcas de Góis e Pedrógão Grande para se inteirar da situação. Tendo sabido que havia idosos que resistiam a sair das suas casas, o presidente tomou a iniciativa de lhes telefonar, convencendo-os a abandonar o locar para sua segurança tendo em conta o avanço das chamas.


Este incêndio, de acordo com a página da Proteção Civil, está a mobilizar 273 efetivos, apoiados por 88 viaturas.

O fogo começou nos Escalos Fundeiros, no norte do distrito, e já obrigou ao corte do Itinerário Complementar 8, bastante a sul daquela ignição.

A ausência de eletricidade e de comunicações está a preocupar a população, que, contactada pela Lusa, vê o vento forte a tornar-se adversário no combate às chamas.

"Estou muito assustada e não me recordo de algum incêndio semelhante nos últimos 10 anos", disse à Lusa Otília, de 68 anos, moradora em Atalaia Fundeira.

"Temos muito medo que o fogo venha por aí abaixo e nos atinja", disse também Palmira Coelho, antes de se refugiar em casa para proteger os seus bens.

O Itinerário Complementar 8 (IC8), entre o nó da zona industrial de Pedrógão Grande e o nó do Outão, está cortado ao trânsito desde as 19 horas, disse fonte da GNR.

Alguns populares foram obrigados este sábado a abandonar as suas casas em zonas mais remotas de Pedrógão Grande na sequência de um incêndio que lavra naquele concelho do distrito de Leiria desde as 14 horas, disse fonte da Proteção Civil.

Fonte: JN

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