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SIRESP - Sistema de 270 milhões de euros que não funcionam quando é preciso

Ainda no rescaldo da enorme tragédia que aconteceu em solo nacional, é hora de começar a identificar o que falhou ou pelo menos perceber o que poderia ter sido evitado. As opiniões dos “especialistas” são diversas mas os factos levam-nos a começar por analisar o que aconteceu, afinal, ao Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP) que custou milhões.

De acordo com as informações, o SIRESP foi imediatamente abaixo e as equipas no terreno tiveram de arranjar alternativas de comunicação.

Na sequência do enorme incêndio que se registou na área de Pedrógão Grande, aquela zona ficou sem comunicações pois o fogo acabou por destruir as antenas. Para este tipo de cenários Portugal dispõe de um Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança só que, segundo as informações, assim que o sistema foi instalado foi de imediato abaixo.

De acordo com o primeiro ministro, a falha do SIRESP comprometeu as comunicações e os operacionais no terreno tiveram que recorrer a meios de comunicação alternativos. Segundo o que foi avançado ontem pelos canais de TV, o problema foi superado ainda durante a noite de sábado, uma vez que a MEO colocou vários carros na rua equipados com antenas móveis que asseguraram a normalização da situação.

Já hoje o Jornal de Negócios publicou um artigo onde, fonte oficial do gabinete da ministra da administração interna, Constança Urbano de Sousa, garantiu que “em nenhum momento a rede SIRESP esteve inoperacional” e que “o que aconteceu, no passado sábado, foi que devido ao incêndio que teve início no concelho de Pedrógão, distrito de Leiria, três antenas foram atingidas pelo fogo tendo criado algumas zonas de não cobertura da rede”.

O Gabinete de Constança Urbana de Sousa revelou ainda que foram instaladas antenas móveis “imediatas”, que “garantiram a reposição total do sistema”.

SIRESP: 270 milhões de euros que não funcionam quando é preciso?

De acordo com uma publicação da impressa nacional no ano passado, o SIRESP terá custado, até 2014, nada mais que 270 milhões de euros aos cofres do estado. O Governo de António Costa renegociou o contrato mas a verdade é que o SIRESP tem um historial de problemas e polémicas.


O SIRESP é composto por:

  • 502 torres de comunicações que servem um universo de 53 500 utilizadores
  • 6 comutadores de tráfego
  • 53 salas de despacho
  • 2 estações móveis de reforço com sistema de comunicação via satélite

Fonte e Foto: PPL Ware

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