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FUJA da ITÁLIA!! NÃO VENHA para a ITÁLIA

Você ainda terá CORAGEM de vir pra ITÁLIA depois de ver isso?!?


Fonte e Video: Visto e Aprovado

Tenho notado que uma das questões mais discutidas aqui no blog recentemente é sobre o tema de preconceito e achei que era já o caso de criar um canal – este artigo – exatamente para discutir isso. O preconceito existe? Ele é regra? É exceção? Se existe, qual é a melhor maneira de lidar com ele. Vamos trocar idéias e ver para onde esta conversa pode nos levar…

Começo publicando uma mensagem do Brenno que foi deixada aqui no site em formato de comentário:

"OLA A TODOS,

ESTOU NA ITALIA HA DOIS ANOS, LEGALMENTE, TRABALHO E ESTUDO.

ACHO QUE DEVERIAMOS COMECAR A FALAR MAIS SOBRE A FALTA DE RESPEITO DOS ITALIANOS AOS QUE VEM DE OUTROS PAISES NAO COMUNITARIOS (ATE COMUNITARIOS).

DIA APOS DIAS SOMOS MALTRADOS, DESRESPEITADOS COMO SE FOSSEMOS ANIMAIS. AS MULHERES SAO PUTAS E OS HOMENS SAO LADROES CLANDESTINOS.

BASTA QUE VC NAO FALE O ITALIANO PERFEITAMENTE (IMPOSSIVEL A UM BRASILEIRO, POR CAUSA DA NOSSA IMPOSTACAO DE VOZ) QUE LOGO TE PERGUNTAM DE ONDE VC VEM E COMECAM A DIMINUIR O NIVEL DE EDUCACAO NA RELACAO FORMADA OU QUE ESTA SE FORMANDO.

FORMADO PELA UNICAMP EM BIOLOGIA, PASSEI 1 ANO PROVIDENCIANDO DOCUMENTOS NO CONSULADO ITALIANO DE SP PARA DEPOIS DE ME INSCREVER EM UM CURSO DE DOUTORADO NAO SER ACEITO POIS OS CRITERIOS DE AVALIACAO USADOS PELA UNICAMP NAO CORRESPONDEM AOS DELES AQUI!!! PALHACADA, ERA MAIS FACIL DIZER PARA EU NAO PARTICIPAR DO CONCURSO.
BREVE VOLTAREI PARA O BRASIL E SEREI MUITO DIFERENTE COM OS EUROPEUS QUE CRUZAREM O MEU CAMINHO. MUITO MAIS FRIO, MENOS SIMPATICO E AMAVEL!!!

OBRIGADO

BRENNO"

Devo dizer que eu sou muito mais cautelosa a tratar o tema do preconceito porque tendo a acreditar simplesmente que a maioria dos funcionários italianos faz exclusivamente aquilo que são pagos para fazer e que está estabelecido em um contrato assinado quando começam a trabalhar. Uma boa parte, não faz uma vírgula a mais do necessário.

No caso das universidades, infelizmente, os títulos brasileiros não são reconhecidos na Italia e isso é uma questão de pactos e relações entre governos e universidades, um nível muito acima do simples atendente. Se os acordos não estão estabelecidos, o carinha que te atende na universidade não vai fazer mágica.

Sobre brasileira ser tratada como prostituta na Italia, devo dizer que nunca fui tratada como prostituta nos quase 5 anos que vivo em Florença. Mas escuto muita gente repetindo essa frase: será verdade ou a gente repete por repetir?

O que eu não nego é que existe sim uma barreira cultural e eu explicaria como uma grande dificuldade de adaptação aos hábitos italianos. A lógica é outra, as regras são outras, os hábitos são outros, a forma de se expressar e se relacionar é outra.

Diferenças culturais

Quando estava procurando casa aqui em Florença, no início deste ano, fui visitar dezenas de apartamentos em busca daquele “ideal”. Algumas vezes chegávamos ao apartamento através de agência, outras através de anúncios no jornal. Mas nessa vez em especial tínhamos ouvido falar que em um determinado prédio tinham um apartamento vago.

Encontramos um morador por acaso do tal prédio, ele nos deu o sobrenome do proprietário do apartamento disponível e nós fomos lá tocar o interfone para saber mais informações. O fato estranho é que a pessoa que nos respondeu, uma mulher, abriu o portão e nos convidou para entrar na casa dela e esperar o marido, que estava para chegar do trabalho e nos daria mais informações.

Oras, o fato é estranhíssimo porque ela não tinha idéia de quem éramos e nos fez entrar e sentar na sala dela, ao lado dos filhos dela. Advinha? Ela era brasileira! Brasileira de Fortaleza, super simpática, um amor de pessoa.

De modo geral, um italiano jamais faria uma coisa semelhante. Talvez mal nos respondesse através do interfone, talvez descesse para conversar com a gente fora do prédio, talvez pegasse nosso número de telefone. Essa confiança no outro, no desconhecido, é uma coisa rara. Não é questão de bondade ou de maldade. São formações diferentes, hábitos diferentes. Acho que se a gente não levar isso em conta, fica muito difícil entender.

Outra língua

Quando digo: é preciso estudar muito uma língua, me refiro que é necessário aprender muito mais do que como pronunciar palavras. É preciso conhecer a nova cultura. Mesmo depois de todos esses anos, às vezes eu acredito que me falaram uma coisa e me disseram outra. Acontece. E eu só percebo que houve esse erro de interpretação porque meu marido italiano, que me conhece bem, consegue captar esses momentos de “diferenças culturais” e me ajuda.

Às vezes as palavras e as frases entendemos perfeitamente. Mas pensamos com uma outra ótica. Vou tentar explicar com um outro exemplo. Uma vez eu tive que responder um teste sobre a seguinte situação hipotética: um cidadão acaba de fazer uma viagem internacional a trabalho. Chegando no país de destino é assaltado e acaba não conseguindo fazer sua apresentação de trabalho. O que você diz para o cidadão?

Bem, na minha cabeça de paulistana maníaca é impensável que uma pessoa faça um vôo intercontinental para trabalhar e chegue no seu destino e não consiga cumprir a missão. Para mim o cara é pouco preparado. Ele devia ter o material da sua apresentação em Google Docs, em uma pena USB, devia estar mais atento se carregava um material assim importante.

Quando dei essa minha opinião teve um choque na sala! Todos os outros participantes italianos tinham ficado com pena do cara que foi assaltado e acharam que era natural que ele não tenha conseguido completar a missão, tinham palavras muito mais doces e de compreensão. Saí desse teste super mal porque cheguei a conclusão que sou realmente uma pessoa insensível.

Pace, amore e gioia infinita

Voltando a mensagem deixada pelo Brenno… qual seria a melhor solução no caso de preconceito? Tratar mal os estrangeiros que chegam no Brasil? Dar o troco na mesma moeda? Responder na hora para aquele determinado caso individual?

Espero que se possa criar uma ótima discussão, mesmo e inclusive com aqueles que discordam da minha opinião.

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